A pandemia do novo coronavírus que se estendeu durante todo o ano de 2020 trouxe consigo outra grande preocupação para a população: o aumento do uso de descartáveis como forma de prevenção à contaminação. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza – WWF (2019) – o Brasil se encaixa em 4º lugar entre os maiores responsáveis pela produção de lixo plástico do mundo, perdendo apenas para os gigantes Estados Unidos, China e Índia. A informação é preocupante, pois o nível de reciclagem no país não atinge 1,5%, completamente abaixo da média mundial de 9%.

Outras pesquisas apresentam dados ainda mais assustadores: em 2050 há a possibilidade de haver mais plástico que peixes no oceano e, apesar das forças e inovações para retirada do material dos mares, há outro aspecto extremamente necessário para mudar esse cenário: mudança de hábitos. 

A reciclagem dos materiais é um processo importante nessa mudança, mas como começar? Em primeiro momento deve-se saber quais resíduos você pode reciclar como o plástico, o papel e o vidro, encontrar pontos de coleta ou um centro de reciclagem próximo de você é outro passo importante assim como entender como funciona a coleta seletiva na sua região. Limpar os itens antes de colocá-los para descarte também é uma atitude válida e que facilita o processo e evita possíveis odores e parasitas.

Atentar-se as cores da coleta seletiva também é importante. É comum vermos as lixeiras coloridas pelas ruas e em alguns locais, mas nem todas são vistas todos os dias. As comuns são: VERMELHO para plástico; AZUL para papel e papelão; VERDE para vidro; MARROM para os orgânicos; AMARELO para o metal; mas além destes também possuímos: PRETO para a madeira; LARANJA para resíduos como pilhas e baterias (os considerados resíduos perigosos); BRANCO para o lixo hospitalar; ROXO radioativo; e o CINZA para o lixo cuja separação não é possível – o que não é passível de reciclagem. 

Mas como funciona o processo de reciclagem? Neste caso abordaremos o plástico, o vilão dos oceanos já citado anteriormente. Para este material há 3 tipos de processos que podem ser aplicados entre eles: 

  • RECICLAGEM MECÂNICA: método mais comum, consiste em transformar os plásticos coletados em pequenos grânulos que poderão ser usados na produção  de novos materiais tais como sacos de lixo, peças de automóveis e pisos.
  • RECICLAGEM QUÍMICA: o modelo mais elaborado, porém economicamente mais caro. Neste processo os plásticos são transformados em materiais petroquímicos básicos que, posteriormente, servirão de matéria-prima para produtos de qualidade elevada, ao passo que a perda neste processo é baixa. 
  • RECICLAGEM ENERGÉTICA: utilizada atualmente por 35 países, este modelo consiste na utilização dos plásticos como fonte de energia térmica e elétrica, por meio de sua incineração, aproveitando deste modo o poder calorífico armazenado nos plásticos, permitindo que estes também sejam utilizados como combustível.  No Brasil este modelo ainda não foi difundido por se tratar de um método de implantação caro, contando apenas com uma usina Experimental, a chamada Usina Verde, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Faça sua parte para um mundo mais saudável: recicle!